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APERS comemora 114 anos

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Logo APERS 114 anos
Logo APERS 114 anos

Março encaminha-se para o final em meio à pandemia do novo coronavírus, que se alastra pelo mundo e pelo Brasil. Ainda assim, gostaríamos de encerrar as postagens desse mês registrando as atividades promovidas para comemorar os 114 anos do APERS, apostando na celebração da história e da vida como vetor de esperança.

O Arquivo faz aniversário no dia 08 de março, partilhando a data com o Dia Internacional das Mulheres. Esse ano o 8 de março ocorreu no domingo, de modo que nossas atividades comemorativas estenderam-se entre os dias 09 e 12. Uma semana de muitos encontros e troca de conhecimentos.

No dia 09 lançamos a exposição "Descobrindo o Acervo do Arquivo Público: o Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS". A iniciativa trouxe ao público um apanhado dos principais feitos dessa parceria entre o Arquivo Público e o Departamento de História da UFRGS entre os anos de 2009 e 2019, expressos em imagens, vídeo, materiais pedagógicos e outros materiais produzidos pelo PEP nesses 11 anos de oficinas e cursos voltados a estudantes da Educação Básica, graduandos e educadores.



O dia 10 de março viu nascer um sonho: naquela terça-feira lançamos o novo site da instituição! Uma demanda de muitos anos por parte de servidores e gestores da casa, o site chegou para qualificar o contato com nossos usuários e estreitar os laços com a comunidade - aproveitando que estás acessando essa notícia, fica o convite para que navegues um pouco mais por aqui! Logo após o lançamento do site, tivemos o lançamento da publicação "Conversando com historiadoras e historiadores sul-riograndenses", organizada pelo historiador Rodrigo de Azevedo Weimer, servidor do Arquivo, a partir das entrevistas realizadas para nosso Blog. O e-book pode ser acessado aqui. Não poderíamos deixar de falar do prazer que foi participar da roda de conversas realizada com parte dos historiadores entrevistados, um momento de valorização do Arquivo e de seus servidores, do potencial de seus acervos e da pesquisa histórica em fontes arquivísticas. Emocionante assistir gerações de profissionais da história lado a lado falando de suas experiências amplamente conectadas pelo APERS.

Na quarta-feira, 11 de março, foi a vez dos servidores Clarissa Sommer e Jonas Ferrigolo compartilharem seus trabalhos desenvolvidos nos últimos anos em nível de mestrado. Clarissa produziu a dissertação “Operações historiográficas em Arquivos? Uma análise sobre o ofício de historiadoras e historiadores em Arquivos Públicos estaduais brasileiros na atualidade”, junto ao Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS, e trouxe para a mesa tanto um panorama a respeito dessas instituições encontradas pelo país, suas vinculações institucionais, avanços e debilidades, quanto uma reflexão a respeito das atividades desenvolvidas pelos profissionais da história em diálogo com a arquivística, buscando mapear fazeres e refletir sobre questões teóricas caras à área. Jonas, por sua vez, falou do trabalho “Arquivamento dos Websites do Governo Federal Brasileiro: estudo de caso para a preservação do domínio GOV.BR”, produzido junto ao Programa Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS. Sua abordagem explicita os desafios enfrentados no mundo dos arquivos, quando a produção documental extrapola os papéis. Como garantir a integridade e o acesso às informações registradas em sites? E mais, como a arquivística dá conta de manter-se a frente desse processo? São algumas das questões sobre as quais é possível pensar a partir da conversa com Jonas.

O último dia da programação de aniversário, 12 de março, foi construído em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS), que em 2020 completará 100 anos. Foi uma tarde riquíssima que colocou em diálogo a história de ambas instituições a partir das falas de Álvaro Antônio Klafke, historiador do APERS, e Jefferson Teles Martins, historiador do IHGRGS. Álvaro resgatou as primeiras décadas do Arquivo Público, destacando sua centralidade em relação ao projeto de poder que se estabelecia após a proclamação da república com os governos castilhistas-borgistas. Já Jefferson contribuiu para a construção de um panorama sobre a criação do Instituto, que nasceu na década de 1920 a partir da iniciativa de um grupo heterogêneo de intelectuais e políticos. Demonstrou-se, assim, a intrínseca relação que se estabeleceu entre as duas instituições, percepção que levou a mesa a reforçar a importância da parceria entre elas não apenas para a valorização de suas trajetórias, mas também para a garantia de vida longa a ambas.

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