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Ações Educativas

A consolidação das ações educativas no APERS deu-se por meio do reconhecimento do potencial reflexivo e pedagógico intrínseco a seu patrimônio documental e arquitetônico, assim como da compreensão de que é possível produzir relações de ensino-aprendizagem significativas a partir de documentos arquivísticos, indo além da difusão institucional e incidindo em processos de formação cidadã. Atualmente os principais projetos e serviços ofertados nesse âmbito são:

Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS: a cooperação com o Programa de Pós-Graduação e com o Departamento de História da UFRGS na área da Educação Patrimonial é uma realidade desde 2009. Combinando esforços no sentido de captar recursos, compor equipes, pesquisar e produzir materiais pedagógicos a partir do acervo da instituição, a equipe do “PEP” atua com base em um tripé:

1. Oficinas de Educação Patrimonial, voltadas para turmas escolares. São elas:

- Os Tesouros da Família Arquivos - voltada a turmas dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, foi criada a partir de documentos relacionados à escravidão no RS. Oportuniza o contato com tipos documentais diversos que aproximam os estudantes de personagens escravizados nos séculos XVIII e XIX, procurando valorizar suas histórias de vida, luta e resistência, identificando as marcas do processo de escravização em nossa sociedade.

- Desvendando o Arquivo Público: relações de gênero na história - voltada a turmas dos 8º e 9º anos, mescla documentos de fundos, temporalidades e temáticas diversas. Conectamos por meio de uma abordagem teórica documentos dos tipos: inventário, processo-crime, certidão de nascimento, habilitação de casamento e processo de desquite. A oficina oportuniza, a partir do patrimônio documental, refletir sobre as relações de gênero como construções históricas.

- Resistência em Arquivo: patrimônio, ditadura e direitos humanos - voltadas a turmas do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi concebida a partir de processos que compõem o fundo Comissão Especial de Indenização. Convida as turmas a imergirem em discussões sobre a ditadura civil-militar brasileira utilizando fontes que registram a trajetória de ex-presos políticos. Explicita, assim, a importância do livre acesso aos documentos desse período.

As oficinas têm sido disponibilizadas gratuitamente no 2º semestre de cada ano. Os agendamentos iniciam no começo de junho, com marcações entre agosto e novembro. Os grupos devem ter até 30 estudantes.

2. Capacitação de oficineiros, voltada à formação teórica e prática em educação patrimonial. É direcionada principalmente para estudantes que realizam estágio obrigatório do curso de licenciatura em História, mas reservam-se vagas para graduandos de áreas afins que desejem certificado de horas complementares. É ofertada no 2º semestre de cada ano.

3. Cursos de Formação para Professores, eventos anuais voltados, centralmente, para professores e estudantes de cursos de licenciatura. São oportunidades de formação e troca de experiências pensados como forma de aproximação e diálogo com aqueles que podem ser multiplicadores, nas escolas, dos usos educativos dos arquivos e do patrimônio cultural.

A esse tripé somam-se atividades com o objetivo de difundir o próprio Programa e compartilhar conhecimentos produzidos, como a participação em eventos acadêmicos e a produção de textos de divulgação.

Projeto AfricaNoArquivo – fontes de pesquisa & debates para a igualdade étnico-racial no Brasil: foi desenvolvido com recursos captados pela Associação dos Amigos do APERS no edital Prêmio Pontos de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Tais recursos oportunizaram a compra de equipamentos, pesquisa e reprodução do acervo, desenvolvimento de um jogo de tabuleiro e de materiais de apoio, a partir de documentos relacionados à escravidão no Rio Grande do Sul. Foram produzidas 700 caixas com material lúdico-pedagógico, que vêm sendo distribuídas como doação para escolas, instituições de memória, ONGs e grupos de pesquisa interessados no tema. Ainda há exemplares disponíveis!

Jogoteca Educativa do APERS: inspirados na experiência de provocar reflexão e aprendizados a partir do brincar vivenciada com o Projeto AfricaNoArquivo, em 2017 decidimos investir na criação produção outros jogos autorais a partir do mundo do patrimônio cultural e dos acervos do APERS. Até o momento foram criados dois jogos: “Caso X: investigando um crime da ditadura em Porto Alegre” e “Enigmas do Patrimônio”, os quais podem ser locados por professores(as) para uso em sala de aula, com devolução em data combinada.

Estágio Curricular em História: esse serviço educativo objetiva oportunizar, aos graduandos dos cursos de história, vivências relacionadas aos fazeres dos historiadores nas áreas de gestão, tratamento, acesso e difusão documental em instituições arquivísticas. Tem como público-alvo preferencial estudantes do curso de Bacharelado em História, contando com carga horária de 40h.

Projeto APERS? Presente, professor! Propostas Pedagógicas a partir de Fontes Arquivísticas: pensando em estender os laços entre Arquivo e comunidade, esse projeto foi idealizado tendo como principal objetivo disponibilizar virtualmente atividades que pudessem ser desenvolvidas pelos professores nas salas de aula da Educação Básica. Para isso, foram formuladas propostas pedagógicas que tiveram como ponto de partida os documentos custodiados pela instituição e que podem ser baixadas de nosso site.

Acesse às coletâneas de propostas pedagógicas aqui

Contatos:
Fones 51 3288-1359
E-mail: acaoeducativa@planejamento.rs.gov.br

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