* Certidões de Nascimento
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 * Certidões de Óbito
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Histrico......................................................

Em 8 de maro de 1906, pelo Decreto 876, o ento presidente do Estado, Antnio Augusto Borges de Medeiros, determinou a criao do Arquivo Pblico do Estado do Rio Grande do Sul, compondo a Repartio de Arquivo Pblico, Estatstica e Biblioteca do Estado do Rio Grande do Sul, subordinada Secretaria do Interior e Exterior.

De acordo com a definio apresentada no decreto, o Arquivo deveria: adquirir e conservar, sob classificao sistemtica, todos os documentos concernentes legislao, administrao, histria, geografia, s artes e indstrias do Rio Grande do Sul.

Fisicamente, o Arquivo comeou a funcionar sete dias aps seu nascimento legal. A instalao foi feita, inicialmente, no andar trreo do edifcio da Escola Complementar, situado na rua Duque de Caxias, esquina com a rua Marechal Floriano Peixoto, onde hoje encontra-se a Escola Svign.

Em pouco tempo o espao fornecido pela escola demonstrou ser insuficiente para a guarda dos documentos, que chegavam de todos os cantos do Estado. Procurou-se um novo espao, sendo, ento, o Arquivo transferido para o prdio da Bailante, que havia sido comprado da viva e herdeiros do Coronel Joo Pinto da Fonseca.

Em 1912, o prdio da Bailante foi destrudo para a construo do Antigo Teatro Arajo Viana, onde atualmente encontra-se o prdio da Assemblia Legislativa. Tal fato no representou problema algum pois, entre 1908 e 1910, tiveram incio as obras que hoje configura o Prdio I. O projeto foi do arquiteto francs Maurcio Gras e coube ao ento diretor da Repartio de Obras, Afonso Hebert, a execuo. Dois anos depois, em 18 de novembro de 1912, o prdio foi concludo, estando assim, pronto para receber os documentos.

Segundo o regulamento institudo atravs do decreto n. 1994, de 1913, em relao a sua organizao administrativa interna, o Arquivo se estruturaria em trs sees:

1 Administrativa: mensagens presidenciais, anais da assemblia dos representantes, relatrios dos secretrios de Estado, balanos do tesouro estadual e tesouro municipais, livros de registros de nomeao e posse dos funcionrios.

2 Arquivo Histrico e Geogrfico: coleo do jornal A Federao, documentos relativos a fatos (guerras, batalhas, etc.) e personagens.

3 Arquivo Forense: cartas de concesso de sesmarias, autos findos de jurisdio, inventrios, registros de nascimento, casamento e bito.

Em funo da crescente demanda, em menos de dez anos, o prdio j estava repleto de material oriundos dos diversos municpios do Estado, alm da documentao da Capital. Ento, em janeiro de 1918, contratou-se os servios do Sr. Roberto Roncolli para a execuo das obras de um segundo pavilho para o Arquivo.

Novamente, a obra foi feita sob fiscalizao de Afonso Hebert, que ainda ocupava a cadeira de diretor da Repartio de Obras Pblicas. O projeto e o material utilizado foram os mesmos do primeiro pavilho, o que permitiria uma harmonia tcnica e esttica no conjunto arquitetnico. Um ano e meio aps seu incio, em 10 de junho de 1919, finalizaram-se as obras do Prdio II.

Em 1925, a 2 seo Arquivo Histrico e Geogrfico - foi transferida para o Museu Jlio de Castilhos, vindo a formar o Departamento de Histria Nacional, que, posteriormente, transformou-se no Arquivo Histrico do Rio Grande do Sul.

Com o passar do tempo, as questes decorrentes do constante recebimento de material, como a capacidade e as condies de armazenamento da documentao, tornaram-se um problema. Uma sada encontrada, foi transferir parte da instituio para uma casa na rua Riachuelo. Esta casa ocupava o local onde hoje est o Prdio III, por onde se d a entrada no Arquivo. Desta forma, os dois pavilhes seriam lotados, exclusivamente, por documentos, enquanto a administrao alojar-se-ia, em frente aos prdios, na referida casa.

Em 1938, a publicao de uma reportagem demonstra a preocupao do Estado em relao aos problemas de espao fsico no Arquivo. O texto apresenta o projeto para a construo de mais um prdio. Entretanto, tal proposta no se efetivou.

A partir de 1947, tem incio um novo perodo de ateno em relao ao Arquivo. O direcionamento de verbas para encadernao e fotocpias, buscava sanar algumas questes relativas a preservao. Cabe ressaltar que, deste perodo, at a dcada de 70, a idia da microfilmagem foi recorrente como soluo para o problema da falta de espao. Cogitava-se, inclusive, a construo de um prdio projetado especificamente para esta funo. Entretanto, nunca chegou a ser construdo.

Em 1948, numa mensagem Assemblia Legislativa, o ento Governador Walter Jobim, relatou que a providncia de maior vulto fora a liberao de verbas para a construo de um novo prdio para o Arquivo. A edificao seria destinada, especificamente, para abrigar as atividades administrativas e tcnicas da Casa. Tais obras iniciaram em 1948, tendo sido concludas em 1950.

Cabe salientar que, dada a concluso do Prdio III, este foi imediatamente ocupado pela escola Jlio de Castilhos, cuja sede havia sido assolada por um incndio. Com a sada desta, o prdio passou a ser ocupado pela Secretaria da Administrao, que a ficou at 1981. Com a mudana da Secretaria para o novo Centro Administrativo, apesar da reivindicao de posse, instalou-se, no prdio, a Junta Comercial, que ali permaneceu at o ano de 1999. Ou seja, somente aps 48 anos, o prdio finalmente foi ocupado por aqueles para quem havia sido originalmente construdo e projetado, os funcionrios do Arquivo.

A partir de 1999, pde o Arquivo efetivar sua configurao fsica, sendo composto pelos trs prdios construdos e destinados especificamente para tal funo.



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